Quão esmagador pode ser um sentimento de fracasso, de perda, de impotência ou outro que nos provoque grande dano e angústia?
Quão esmagador pode ser o medo, que nos aterroriza?
Quão esmagadora pode ser a pressão social? (Como é possível?)
Quão esmagadores podemos ser nós mesmos, para connosco?
Quão esmagadora pode ser a solidão?
Quão esmagador pode ser um pensamento?
Quão pequeninos nos sentimos, tantas vezes, no seio das mesmas relações que nos nutrem e fazem crescer?
Quão paralizados ficamos, com tudo o que esperam de nós? Com tanto que nos dizem, ou com tanto que fica por dizer.
Quão esmagadora uma angústia sem nome?
Não temos que suportar um peso indevido.
Não somos Atlas com o mundo às costas.
Este elefante poderia ser feito de nuvem. Leve, passageira, pairando sem peso.
Nuvem apenas, que se juntasse às outras nuvens do céu.
Nuvem. Movendo-se no firmamento, ora afastando-se, ora aproximando-se, ora adquirindo outras formas, em constante transformação. À distância certa, nem muito perto, nem muito longe. Para que a conseguíssemos observar, deixar ir e ressignificar.
Vânia Cardoso

