Com relação a este fascinante recurso, a Criatividade, um dos seus “efeitos secundários”, diga-se assim, é que ele acomete a pessoa a estudar, pesquisar e aprofundar novas áreas do conhecimento, muito para além do seu campo de domínio. Usando uma expressão agora tão em voga, a pessoa criativa, durante os seus processos, acaba muitas vezes por se fazer “expulsar” da sua “zona de conforto.” Às tarefas de mestria e lazer que lhes dão enorme gratificação, juntam uma espécie de quebra-cabeças: surge com frequência, no processo de criação, a necessidade de integrar algo novo. Num exigente exercício em que se desafiam a si mesmas.
Quando focamos estes detalhes, desengane-se quem pense, numa primeira análise, que a pessoa criativa terá tendência à dispersão. Referimo-nos, concretamente, a uma constante e consecutiva integração de novas aprendizagens e conhecimentos, como resultado do processo e concepção criativos. Processo no qual a pessoa se expressa, tantas vezes num movimento de sublimação, ao mesmo tempo que faz criar em si pontos comunicantes de diferentes aprendizagens, concebendo meios e formas de materializar ideias, obras, projetos.
Desconstruindo crenças, a criatividade não é uma característica exclusiva dos artistas. Evidentemente que um artista com este recurso, terá, provavelmente, maior diferenciação e destaque. Esta característica manifesta-se em pequenos detalhes do quotidiano – por exemplo, na forma como as pessoas perspectivam as coisas e resolvem problemas no seu dia-a-dia.
As pessoas criativas têm um prazer imenso em partilhar pensamentos com outros para construir novas ideias. Noutros casos, muitas pessoas acometem-se a um certo exílio, podendo nesse período e nesse espaço, íntimo e solitário, gerar processos e produtos artísticos. Uns, através do envolvimento do próprio corpo como recurso construtor e edificante; noutras situações, através, e sobretudo, do plano mental, este último protagonista e encenador de abstrações e de reflexões.
As pessoas criativas tendem a encontrar formas incomuns de trabalhar. Frequentemente encontram inusitadas maneiras de atingir os seus objetivos. E costumam olhar para as situações de uma perspetiva diferente. Têm facilidade em gerar inputs que se desviam dos padrões de pensamento tradicionais.
Acreditamos que lhes seja fácil entediar-se com a rotina. E por isso mesmo gostam de experimentar coisas novas, por uma questão de crescimento, por desafio, por se proporem a atingir determinado objetivo, ou simplesmente para se divertirem.
E você? Quer divertir-se, estimulando a sua criatividade?
- Escolha um objeto ao seu redor e faça uma lista de 30 formas diferentes de o usar.
- Escreva uma canção dedicada ao seu animal de estimação.
- Perspective umas situação de forma diferente do habitual. Pode até experimentar a partir de um ponto de vista mais simples.

