Muitas vezes, notamos que estão presentes em nós crenças limitantes que não nos acrescentam nada de bom no presente – nem já têm uma função protetora do Self, são já inúteis – mas que ainda se processam em padrões comportamentais ou de pensamentos, aprisionantes, como que sabotando uma possibilidade de experiências que acabamos por não nos permitir viver.
Por exemplo “Estou velho demais para isso!”, ou “Ainda não tenho idade para isso!”. Um dos exemplos clássicos que posso dar, além da questão da idade, trata-se da questão do merecimento, ou melhor, do não merecimento. Quantas vezes vê outras pessoas a aproveitar e a desfrutar a vida e, internamente, você se julga não merecedor de algo semelhante? Quantas vezes pensa “Que bom. Extraordinário! Gostaria também de ser capaz, mas aquilo não é para mim!”
Você acaba por comparar-se aos outros, colocando o(s) outro(s) como sendo melhor(es) e mais capaz(es), posicionando-se a si como alguém inferior – O que, em suma, lhe traduz uma visão da realidade de forma bastante distorcida.
Observe quais os padrões limitantes que estão a impedi-lo de avançar, esses que asseguram que permaneça estagnado, num lugar onde já não mais quer estar, onde não mais faz sentido estar.
Pela tomada de consciência e aceitação desses padrões, pelo reconhecimento da necessidade de mudança, somos assim autores do nosso próprio amadurecimento, num processo de transformação. Porque é a expansão da consciência que nos faz perceber, em nós, processos e padrões que estão prestes a mudar.
A consciência do desconforto, é o primeiro passo para a mudança.
E a par desse desconforto, surge também uma certa coragem, uma certa força propulsora. Ao contemplar a possibilidade de se abrir a uma nova etapa, a possibilidade de desconstrução ganha lugar, e você ganha o poder de se ressignificar.
Já pensou que ao despoletar, a partir desse desconforto, uma energia de ação bem direcionada, poderá criar uma experiência nova e gratificante na sua realidade?
Liberte-se de crenças limitantes!
Liberte-se de crenças que o aprisionam.

