Maio é o mês de consciencialização da Perturbação Borderline. Partilhar informação e alguns fatos sobre esta psicopatologia pode ajudar a sensibilizar para a necessidade de quebrar o estigma e levar as pessoas diagnosticadas a pedirem ajuda clínica consistente – em vez de evitarem e/ou abandonarem os tratamentos, como ocorre frequentemente. 10% das pessoas com Perturbação Borderline suicidam-se. 70% fazem pelo menos uma tentativa de suicídio durante a sua vida. Quem sofre com este agrupamento de sintomas e critérios, está muitas vezes tão confuso com o seu próprio comportamento quanto os outros. Mais de metade das pessoas que preenchem critérios para a Perturbação Borderline, foram anteriormente diagnosticadas erradamente (nomeadamente com um diagnóstico de Perturbação Bipolar ou Perturbação Depressiva Major.) Por outro lado, é comum que muitos daqueles diagnosticados com Perturbação Borderline possam efectivamente sofrer ainda, em comorbilidade, com perturbações de ansiedade, perturbações alimentares, perturbações do humor, nomeadamente Perturbação Bipolar, Perturbação Depressiva Major, Perturbação Pós-Stress Traumático, estados dissociativos e défice de atenção, entre outras.)
A sintomatologia pode diminuir com a idade e a psicoterapia associada à terapêutica medicamentosa coadjuvante acelera bastante esse processo terapêutico. Há esperança. As evidências decorrentes dos estudos científicos indicam-nos que quase metade das pessoas diagnosticadas com Perturbação Borderline não irão ao encontro dos critérios de diagnóstico 5 anos depois do diagnóstico. Dez anos depois, 90% das pessoas com Perturbação Borderline não irão ao encontro dos critérios de diagnóstico. Peça acompanhamento psiquiátrico e psicoterapêutico. Faça Psicoterapia.
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