Psicologia Clínica

Em cada corrente e em cada modelo clínico existem elementos de maior adequação e utilidade para intervencionar em determinado caso. Usados como ponto de partida em busca da estratégia de intervenção mais adequada, é vantajoso fazer confluir diferentes modelos de abordagem, sendo, muitas vezes, na diferença, que a mitigação de lacunas tem lugar. Fundamentalmente, a abordagem terapêutica é em grande parte definida pela pessoa, única, que, a cada momento, nos solicita e se coloca à nossa frente.

Com formação académica na área Cognitivo-comportamental de base, onde se sente mais segura e competente (abordagem terapêutica que se encontra cada vez mais em voga e em permanente crescimento, nomeadamente por incluir as terapias de Terceira Geração – a saber, a T.A.C., T.C.B Mindfulness e Terapias focadas numa Mentalidade Compassiva), a psicóloga assume-se como uma apreciadora da linguagem da Psicologia e Psicopatologia Dinâmica e sempre procurou adquirir conhecimentos nos modelos clínicos desta última abordagem (esclarecendo, trata-se da corrente da psicologia clínica mais próxima daquilo que conhecemos como Psicanálise).

Do ponto de vista clínico preconiza uma abordagem eclética, e assim sendo, procura uma perspectiva integradora das várias correntes. A psicóloga, ciente de que os diversos modelos clínicos de intervenção surgiram a partir de concepções muito divergentes, considera que, em determinadas situações (nomeadamente a análise e posterior síntese perante um quadro clínico, num exercício individual prévio à tomada de decisão para a estruturação da intervenção psicológica), não é impraticável a possibilidade de interligar correntes, uma vez que não as entende como incompatíveis (tradicionalmente tidas como opostas, tratam-se de abordagens entre as quais existe uma cisão paradigmática de base, sobretudo a nível académico. Em todo o caso, cada vez mais essa cisão tende a atenuar-se entre os profissionais de saúde mental.)

Por essa mesma razão, apesar de pertencer a várias associações no âmbito da saúde mental, nunca teve interesse em filiar-se junto de sociedades e de associações que, de alguma forma, impeçam o desenvolvimento profissional a partir de uma perspectiva integrativa. As especializações em modelos de intervenção não integrativos, apesar de extremamente bem estruturados, não são, até então, foco do seu investimento profissional.
Os estudos e formações obtidas após a conclusão do Mestrado Integrado baseiam-se em modelos de intervenção terapêutica integrativos (a saber, elencados no separador deste site “Recursos Terapêuticos”), precisamente por se identificar com os mesmos.

Untitled design (22)

Deixe um comentário